23 de novembro de 2012

1ª Corrida Popular de Matosinhos - 10k


Foi já no passado domingo, 18 de Novembro, que se realizou a 1ª Corrida Popular de Matosinhos. Uma organização da Junta de Freguesia de Matosinhos, com o apoio técnico do atletas.net. O nome da prova, desde logo deixava antever uma organização essencialmente voltada para as pessoas que encaram a corrida como uma forma de lazer, sem grande espírito competitivo. Ainda assim, a prova era cronometrada, com classificação geral e com prémios para os primeiros classificados. Posto isto, os habituais atletas dos mais variados clubes do norte, naturalmente, marcaram a sua presença.

Apesar de toda a boa vontade por parte da organização em levar a bom termo esta prova, acabou por ter falhas graves, tendo em conta que, afinal de contas, se tratava de uma prova com fins competitivos. O trânsito, que se esperava que estivesse cortado ao longo de todo o percurso da prova, afinal em alguns pontos estava apenas condicionado. Os agentes de autoridade foram tentando gerir a passagem dos corredores e dos automóveis, mas o risco foi elevadíssimo...

Depois foi a caricata lista de classificação publicada no domingo à noite! Havia atletas em que apenas tinham registo da primeira volta, aparecendo com tempos de record do mundo. Outros que reclamavam não aparecer na classificação, como foi o meu caso. Houve até quem se queixasse do seu dorsal ter sido levantado por terceiros... Enfim, nova lista lista publicada na 2ª-feira, no meu caso com o problema resolvido, mas muitas vozes ainda se levantaram quanto a erros na listagem, tendo a organização, aparentemente, sido incapaz de os resolver... 

PB 10k - 38'03''
Apesar destas falhas na organização, eu estive no meu melhor nível.... De sempre! Terminei os 10k com o tempo líquido de 38'03'', na 47ª posição da classificação geral, num total de cerca de 1200 corredores. Há algum tempo que sentia que seria capaz de conseguir baixar dos 40', mas ainda não tinha chegado a oportunidade. Mesmo sem treino específico, estava agora determinado em tentar consegui-lo nesta prova de Matosinhos ou nas que se avizinham, Volta a Paranhos e S. Silvestre. Afinal, foi logo à primeira tentativa e com boas sensações ao longo de toda a corrida, tentando gerir o esforço para não passar para o lado de lá (quem corre, sabe que lado é esse).


Fica então agendada a próxima prova para a 55ª Volta a Paranhos no próximo dia 8 de Dezembro.

Até breve!

1 de novembro de 2012

9ª Maratona do Porto

Manhã fria esta que se fez sentir no domingo, 28 de Outubro, na cidade do Porto. Esperei até ao último instante para tirar a roupa e ficar só com o traje de corrida. Coloquei a roupa no saco fornecido pela organização, entreguei-o na carrinha de recolha e corri até à linha de partida em jeito de aquecimento. Não que estivesse muito preocupado com o aquecimento para a prova, mas sim porque tinha frio... Na rua Júlio Dinis já se sentiam rajadas de vento anunciando que o cenário na marginal, onde se desenrolaria a maior parte da prova, seria bem difícil.

Um minuto depois do tiro de partida, tal era a multidão à minha frente, começava então a correr cruzando a linha de partida sem esquecer de pressionar o botão start do meu relógio/cronómetro de 10 Euros, para uma esperada longa contagem. Quando parto para uma maratona, a sensação é que vou fazer uma viagem, uma aventura... Muitas coisas podem acontecer. Muitas sensações estariam para vir. Por esta altura, o objectivo era chegar ao fim, bem, sem sofrimento excessivo, sem percalços...

Ao km 15... 1h04m... A Maratona começa aqui.
Os primeiros 7 km passam-se muito rapidamente, pois o percurso é praticamente sempre a descer, com excepção dos primeiros cerca de 500 metros iniciais a subir. Estava claramente a um ritmo impossível de manter numa maratona. Mas, porquê ter medo? Era a descer e deixei-me ir... Ao km 10, tinha já deixado para trás o balão das 3h15m e seguia a cerca de 5 minutos do balão das 3h00m.

Pouco depois, na rotunda do Castelo do Queijo, despedimo-nos dos corredores da Family Race de 15km que seguem para a meta pela Av. da Boavista. Aí a corrida fica mais silenciosa. Sinto que a aventura começa ali. É como se acabasse de passar o Cabo da Boa Esperança. Só alguns o ousam fazer. Mas este é fácil de ultrapassar, não obriga a uma trajectória especial. É só seguir as indicações. As dificuldades hão-de vir mais lá para a frente, sei disso, mas acredito que vou ser capaz.

Ao km 21... 1h32... "Mais 2 séries de
10k e já está!"
Por esta altura tento não pensar na distância que ainda tenho pela frente e mentalizo-me que, afinal, uma maratona são apenas 4 séries de 10k e mais 2k de passeio da fama. Eu sabia que era capaz de fazer 10k sem dificuldade. Agora era só repetir 4 vezes! A primeira série já estava concluída e a segunda desenrolava-se a bom ritmo. Apesar do vento forte contra, consegui manter um bom ritmo. Sentia-me bem e passei a meia-maratona com 1h32m e mais uns segundos no relógio. Estava em plena 3ª série e com a moral em alta. O percurso passava então pela ribeira do Porto com muito público a aplaudir.

O km 30 já não apareceu com a mesma facilidade do que o 10 e o 20... A partir daqui começo a ganhar respeito à Maratona. Afinal a 4ª série não vai ser fácil, penso para mim próprio. Mas, era a última! Apesar de tudo, tinha chegado até aqui a um ritmo que não estava à espera. O relógio marcava 2h13m e qualquer coisa, o que dava um ritmo médio de 4'30''/km.

Agora já não era capaz de manter o mesmo optimismo das "apenas" 4 séries. Começo a ficar confuso e ao passar o km 32, dou por mim a pensar que ainda faltam 10k... O ritmo já não é o mesmo. As pernas estão pesadas. Os músculos empedernidos. A passada cada vez mais curta.Tinha faltado ao respeito à Maratona e ela agora estava a cobrar-me. Percebi que ia ser difícil.

Ao km 40... Só mais um esforço!
Mas é ao km 35 que um muro de betão se coloca à minha frente. Estava a pagar muito caro o entusiasmo dos primeiros 2 terços da corrida. De um estado de ânimo forte e optimista passei rapidamente a um estado de espírito de incapacidade de acabar a prova. Agora, a única forma que tinha de o fazer, era empurrando o muro de betão com todas as minhas forças, com todos os meus músculos, com determinação e perseverança. Contei todos os metros que percorri lutando para me manter a correr.

Ao km 37, sou novamente alcançado pelo balão das 3h15m, onde seguia um pequeno pelotão liderado pela Manuela Machado. Tentei integrar-me neste grupo, que outrora me pareceu lento, mas já não dava. O meu ritmo agora era mais lento...

E a estrada foi passando pelos meus pés... Até que no último abastecimento antes da meta, ao km 40, parei para tentar recompor a energia. Mas depois de mais de 3 horas a correr, as pernas já não sabem estar paradas ou a caminhar. Correr é a única solução para por fim ao sofrimento. Já com a meta à vista e algumas dezenas de pessoas a apoiar, ganho nova determinação para chegar à meta. Não conseguia passar daquele ritmo que me parecia lento, mas mantive-me sempre a correr nos últimos 1500 metros a subir a Av. da Boavista, que pareciam nunca mais acabar.

42,195 km!
E, finalmente, a passadeira vermelha! O pórtico! E... stop! 3h18m03s.

Fica a sensação que posso fazer melhor numa próxima oportunidade. Talvez apenas com uma melhor gestão do esforço. Talvez com mais respeito pela Maratona. Talvez com menos vento. Talvez...

Durante aqueles últimos quilómetros, só queria acabar com aquilo o mais rapidamente possível e não voltar a pensar em corridas. Agora que escrevo estas linhas, já só penso quando será a próxima! Quero voltar a sentir!

Afinal, definir um objectivo, lutar e sofrer para o atingir e consegui-lo, é das melhores sensações que se pode ter na vida.

Até breve!





24 de outubro de 2012

Na véspera da prova... Não inventes!

A apenas 4 dias da maratona do Porto, recordo a minha tentativa falhada do ano passado. Dou por mim a pensar se estarei a fazer tudo correcto. A alimentar e a hidratar-me bem. Dou por mim atento a todos os sinais do meu corpo quando corro. Será que no dia da prova me vou ressentir de alguma lesão? Será que me vai doer a barriga?

Por vezes na véspera das provas, sobretudo as mais longas e que nos obrigaram a uma igualmente longa preparação, tendemos a exagerar na preocupação de ingerir hidratos de carbono, beber bebidas isotónicas, etc. O único conselho que dou é não mudar em nada os hábitos alimentares. Estes, obviamente devem ser saudáveis e adaptados à actividade física de cada um, mas isso deve acontecer sempre. Se for só na véspera, não terá efeito nenhum.

Na véspera da maratona do Porto de 2011, na obsessão de ingerir hidratos de carbono, descurei o facto que esse alimento pudesse já não estar nas melhores condições. A crónica que se segue, é um e-mail que enviei a um amigo após a maratona.

Até breve!


"On 08/11/2011, at 11:38, "Pedro Reis" <pedrorreis@hotmail.com> wrote:

(...)
Pois, como te disse, a manhã de domingo foi muito má. Até começar a correr, sentia-me muito bem, mas mal comecei a dar as primeiras passadas apareceram os enjoos. Tentei controlar a respiração para ver se passava, mas a verdade é que ficava cada vez mais mal disposto à medida que os minutos passavam. Até que à entrada da Av. Brasil abandonei o grupo e corri em direcção à praia... 10 minutos depois voltei à estrada e recomecei a correr, mas não me sentia melhor... Até que tive que fazer nova visita às rochas da praia dos Ingleses. 15 minutos depois estava de novo na estrada, na expectativa de poder retomar a corrida, mas foi sol de pouca dura... Voltei ao mar logo após a praia do Ourigo... Desta vez já com mais experiência no procedimento, vesti os calções e desatei a correr pela a areia fora e em tempo recorde estava de novo na estrada. Acelerei o ritmo para tentar recuperar o tempo perdido. Passei os 10km já com o tempo de 1h10. Ainda acreditava que podia chegar ao fim com menos de 4 horas. Nessa altura só pensava em beber água, mas sabia que só a voltaria a degustar aos 15km... Mas as cólicas voltaram e obrigaram-me a parar várias vezes para me baixar e suportar a dor. Agora já não tinha mar, mas sim rio... E o acesso era quase impossível se não quisesse irremediavelmente ficar por lá em convívio com as tainhas... Finalmente a água! Bebi um pouco... Logo a seguir a cólica mais forte que me fez disparar em direcção ao parque de estacionamento da alfândega, onde estacionei por longos minutos... Valeu-me a garrafinha de água para repor a higiene... Desta vez o regresso à estrada deu-se a passo, já completamente fraco e com a moral em baixa. O relógio marcava 1h54... Enquanto pensava no que ia fazer a seguir, uma voz perguntou-me -"Então pá, o que se passa?" - era o meu pai! Let's go home...

Cheguei à meta em tempo recorde, mas apenas para levantar o saco com a roupa e sem direito a brindes nem fotos...

Volto a tentar no próximo ano!

Grande abraço,
Pedro" 

9 de outubro de 2012

Meia-Maratona de Ovar

Só lá estava quem queria, de facto, correr. Não havia figuras públicas de outras áreas da sociedade, normalmente convidados (leia-se pagos) para promover a prova... Ou seja, para promover a visibilidade dos grandes patrocinadores. Estes também não estavam presentes, mas sim as pequenas empresas locais, maioritariamente sociedades unipessoais, que ajudam ano após ano a colocar de pé este evento. Também não se viram as figuras internacionais do atletismo, habitualmente provenientes de países como o Quénia ou a Etiópia. Mas estavam lá os nossos principais atletas que habitualmente representam o país nas maiores competições internacionais. Por ventura, terão até maior impacto no incentivo à participação na prova e na prática de desporto em geral, pela natural maior afinidade cultural e física com a nossa população. Nos minutos que antecedem a partida, sente-se a simplicidade de uma prova de rua organizada por um grupo de amigos. O apresentador da prova poderia não ser a pessoa mais eloquente, mas as suas palavras transbordavam paixão e ansiedade por se aproximar mais uma partida. Esta emoção instala-se na alma dos atletas que se aglomeram na linha de partida. Apesar desta simplicidade, sente-se também um elevado empenho e rigor por parte da organização para levar a bom termo a realização do evento. Facto que tem acontecido ano após ano e com muito sucesso. Apenas não se sente a exuberância de outros eventos realizados nas grandes cidades.

A Meia-Maratona de Ovar ganhou notoriedade assim.  Simples mas com qualidade para os atletas. O percurso é excelente. Sempre com bom piso, passando pelo centro da cidade, por estradas ladeadas pelo pinhal, uma passagem à beira-mar e ainda passando junto à ria. E as pessoas que assistem ou se cruzam connosco na sua caminhada? Fantásticas, transmitindo-nos sempre simpáticas palavras de incentivo.

Claro está que gostei muito de fazer a prova e mais ainda por ter conseguido bater o meu melhor tempo. No final o relógio marcava 1:26:56.

Foi assim no domingo, 7 de Outubro.

Ovar, até para o ano!


1 de outubro de 2012

IV Triatlo Varzim Lazer


A foto diz tudo. Estive lá e, verdade seja dita, levado a reboque pelo excelente desempenho dos meus companheiros da AASM, pela primeira vez na minha "carreira" desportiva no triatlo pisei o pódio, fruto do 3º lugar alcançado pela AASM na classificação geral por equipas. Obrigado companheiros! A sensação foi muito boa, mas melhor mesmo foi fazer os 300 metros de natação, seguidos por 10 km de ciclismo e finalmente 2,2 km de corrida, sempre no red line. É um triatlo diferente que, para além de ser muito rápido, tem a particularidade do segmento de natação se disputar em piscina coberta. Mais uma vez pareceu-me uma porta de entrada para novos praticantes da modalidade.

Em relação ao meu principal adversário, eu próprio, consegui bater o meu melhor tempo nesta distância, terminando em 32'41'' (24º da geral em 70 atletas).

A manhã de sábado começou com 25 km de bicicleta, de casa até à P. Varzim para fazer a prova, e no final mais 25 km para o regresso a casa. O próximo objectivo é a Maratona do Porto a 28 de Outubro, pelo que ontem, domingo, fiz o meu último treino mais longo, 29 km. A partir daqui será sempre a descer o volume de treino.



No próximo fim-de-semana, 7 de Outubro, espero fazer a Meia-Maratona de Ovar.

Até breve.