O tão aguardado momento está a chegar... Eu sabia que ao longo do plano de treino este iria parecer não ter fim e o dia da prova parecer nunca mais chegar. E assim foi... Eu sabia que quando chegasse o momento, ao olhar para trás, iria parecer que passou num instante. E assim está ser... E agora, será que estou preparado? A resposta só a vou ter no próximo sábado com o decorrer da prova. Talvez estivesse à espera de, por esta altura, já ter a resposta. Mas, talvez, isto faça parte do desafio. Se eu já soubesse que era capaz, certamente não seria a mesma coisa. Estaria, provavelmente, a definir outros objectivos...
Aqui fica o meu programa para os próximos 2 dias.
Quanto à despesa, não é uma brincadeira barata... Fica aqui um sumário da despesa efectuada até ao momento. Talvez isto tenha tido impacto na fraca adesão de portugueses, quando comparada com a participação de atletas espanhóis, que certamente terão custos mais significativos na deslocação...
Resta-me então relaxar e aguardar pelo momento, mas confesso que já sinto alguma ansiedade que, provavelmente, se irá intensificar à medida que se aproximar a hora da partida. Algumas dúvidas começam a assolar-me a mente, como, "Será que treinei o suficiente?", "Será que me vou sentir bem?", "Estarei a alimentar e a hidratar-me correctamente?"
Até já!
Bem vindo ao meu blog! Aqui vou partilhando a minha experiência no Triatlo, através da qual espero encorajar novos atletas à prática da modalidade, ou ajudar os que já praticam ou muito simplesmente incentivar a prática regular de desporto aos que ainda não descobriram este prazer da vida. É especialmente dedicado àqueles que lhes sobra muito pouco tempo para se dedicarem ao desporto, para além das suas responsabilidades profissionais e familiares.
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3 de maio de 2012
9 de janeiro de 2012
7 dicas de treino para manter a motivação
Certamente que muitos outros conselhos poderiam ser discutidos, mas estes são os 7 mais importantes que elegi de acordo com a minha experiência.
1. Define objectivos de curto prazo.
Por exemplo, participar numa prova, percorrer uma nova distância ou melhorar uma marca no triatlo. Mesmo que tenhas um grande objectivo a atingir no prazo de um ano, vai definindo pequenas metas intermédias. Isso vai ajudar-te a ter uma noção do teu progresso e a manter-te motivado. Sugiro que o intervalo de tempo entre essas metas não exceda 8 semanas. Consulta aqui o Calendário de Provas de Triatlo, Duatlo e Aquatlo 2012 e o respectivo Guia de Competições 2012 da FTP.
1. Define objectivos de curto prazo.
Por exemplo, participar numa prova, percorrer uma nova distância ou melhorar uma marca no triatlo. Mesmo que tenhas um grande objectivo a atingir no prazo de um ano, vai definindo pequenas metas intermédias. Isso vai ajudar-te a ter uma noção do teu progresso e a manter-te motivado. Sugiro que o intervalo de tempo entre essas metas não exceda 8 semanas. Consulta aqui o Calendário de Provas de Triatlo, Duatlo e Aquatlo 2012 e o respectivo Guia de Competições 2012 da FTP.
2. Segue um plano de treino.
Definido o objectivo, o passo seguinte é definir um plano de treino adequado a esse mesmo objectivo e, acima de tudo, adequado à tua condição física. Deixo aqui como sugestão algumas fontes que usei.
Definido o objectivo, o passo seguinte é definir um plano de treino adequado a esse mesmo objectivo e, acima de tudo, adequado à tua condição física. Deixo aqui como sugestão algumas fontes que usei.
3. Se um dia não te apetecer treinar, não treines!
Não deixes que o teu plano de treino se torne numa obrigação. Provavelmente, a frustração que vais sentir no dia seguinte por teres sucumbido à preguiça, vai dar-te a lição que precisas para te manteres fiel aos treinos por mais algum tempo.
Não deixes que o teu plano de treino se torne numa obrigação. Provavelmente, a frustração que vais sentir no dia seguinte por teres sucumbido à preguiça, vai dar-te a lição que precisas para te manteres fiel aos treinos por mais algum tempo.
4. Se não puderes treinar, não faças disso um problema...
Simplesmente ignora e retoma os treinos na sessão seguinte, tal como se tivesses cumprido a sessão anterior. Não tentes intensificar o treino seguinte para compensar o que falhaste. Um plano de treino é apenas um guia. Se não for cumprido à risca, não estás necessariamente condenado ao fracasso, desde que penses sempre no treino seguinte, no teu objectivo final e mantendo um pensamento positivo.
Simplesmente ignora e retoma os treinos na sessão seguinte, tal como se tivesses cumprido a sessão anterior. Não tentes intensificar o treino seguinte para compensar o que falhaste. Um plano de treino é apenas um guia. Se não for cumprido à risca, não estás necessariamente condenado ao fracasso, desde que penses sempre no treino seguinte, no teu objectivo final e mantendo um pensamento positivo.
5. Faz uma modalidade diferente em treinos consecutivos.
Por exemplo, natação, ciclismo, corrida. Isso vai ajudar-te a evitar a rotina e a manter a vontade em praticar cada uma das modalidades do triatlo. Mesmo dentro da mesma modalidade, alterna entre treinos curtos e rápidos com treinos longos e, naturalmente, mais lentos. Varia também os percursos, a música que ouves, etc.
Por exemplo, natação, ciclismo, corrida. Isso vai ajudar-te a evitar a rotina e a manter a vontade em praticar cada uma das modalidades do triatlo. Mesmo dentro da mesma modalidade, alterna entre treinos curtos e rápidos com treinos longos e, naturalmente, mais lentos. Varia também os percursos, a música que ouves, etc.
6. Regista os teus treinos.
Quando decidimos fazer uma poupança e vamos fazendo pequenos depósitos nessa conta, vermos o montante a crescer a partir de um determinado valor constitui uma fonte de motivação para continuarmos a aplicar as medidas que nos permitem fazer essa poupança. Consultar o saldo é como confirmar que essas medidas estão a surtir efeito e vão permitir-nos alcançar o objectivo desejado. Com o treino passa-se algo semelhante. Perceber a qualquer momento quantos quilómetros já percorreste, quantas horas passaste em cima da bicicleta, quantas calorias gastaste, etc, desde que começaste a treinar, constitui uma potencial fonte de motivação para continuar a acumular quilómetros, pois estes números podem facilmente atingir valores que não imaginavas. Existem no mercado inúmeros auxiliares de treino que te permitem fazer este registo de forma automática. Caso não disponhas de um dispositivo destes, usa apenas um relógio com cronómetro e usa o Google Earth para medir as distâncias que percorres. Aconselho-te a registar também as condições climatéricas (temperatura, vento). Isso vai ajudar-te a compreender as diferenças de prestação entre treinos.
Quando decidimos fazer uma poupança e vamos fazendo pequenos depósitos nessa conta, vermos o montante a crescer a partir de um determinado valor constitui uma fonte de motivação para continuarmos a aplicar as medidas que nos permitem fazer essa poupança. Consultar o saldo é como confirmar que essas medidas estão a surtir efeito e vão permitir-nos alcançar o objectivo desejado. Com o treino passa-se algo semelhante. Perceber a qualquer momento quantos quilómetros já percorreste, quantas horas passaste em cima da bicicleta, quantas calorias gastaste, etc, desde que começaste a treinar, constitui uma potencial fonte de motivação para continuar a acumular quilómetros, pois estes números podem facilmente atingir valores que não imaginavas. Existem no mercado inúmeros auxiliares de treino que te permitem fazer este registo de forma automática. Caso não disponhas de um dispositivo destes, usa apenas um relógio com cronómetro e usa o Google Earth para medir as distâncias que percorres. Aconselho-te a registar também as condições climatéricas (temperatura, vento). Isso vai ajudar-te a compreender as diferenças de prestação entre treinos.
7. Fica atento aos sinais do teu corpo.
Uma das maiores, se não mesmo a maior, frustração que pode acontecer a um atleta ou qualquer desportista amador, é ter que parar devido a lesão. Se sentires algum sinal de dor e esta for aumentando à medida que continuas o treino, pára! Se não for possível parar, baixa consideravelmente o ritmo e regressa a casa. Chegado a casa faz alongamentos e aplica gelo. Se for necessário, pára mesmo por uns dias ou até mesmo uma semana. Essa paragem não te irá fazer perder a forma, ao passo que uma paragem mais longa para curar uma verdadeira lesão, sim. O regresso aos treinos, após um período de paragem devido a lesão, acarreta sempre alguma frustração devido à perda de forma física que vais sentir, ficando a sensação de todo o teu trabalho (treino) ter ido por água a baixo...
1 de janeiro de 2012
Corre pela Vida, ou a Vida corre contigo!
Aqui está a primeira mensagem neste blog. Feliz Ano Novo!
Ao longo deste blog tenciono não só partilhar as minhas aventuras nas competições de triatlo, mas também partilhar informação interessante sobre temas como planos de treino, nutrição, equipamento, preparação para as provas e muito mais...
Nesta primeira mensagem gostaria de aflorar um pouco uma questão que certamente todos os corredores, nadadores, ciclistas ou quaisquer outros atletas amadores de fundo já se colocaram. -"Porque é que eu faço isto?". E, pior, porquê querer fazer três modalidades seguidas? A questão talvez seja demasiado profunda para o dia 1 de Janeiro, mas penso que é intrínseco à natureza humana. Depois de descoberto o prazer de praticar exercício físico (e isso pode doer e demorar algum tempo até se atingir esse patamar), acaba por ser natural procurar sempre mais, tentando superar metas antes consideradas inatingíveis, simplesmente porque o desafio está mesmo ali à espreita. João Garcia, famoso alpinista português e também triatleta, quando questionado sobre a razão pela qual queria escalar o Evereste, fez referência a George Mallory, um grande Senhor do alpinismo, que respondeu à mesma questão tão simplesmente -"Porque ele está lá!".
No meu caso, tudo começou com o objectivo de perder alguns quilos, em meados de 2004. Após alguns passeios numa bicicleta da categoria "supermercado", provei a mim mesmo que essa vontade talvez não fosse passageira e merecia algo melhor. Comprei uma bicicleta de estrada. Rapidamente os treinos tornaram-se quase diários e cada vez mais longos. À mesma velocidade, aqueles quilos a mais ficaram no asfalto e, esquecendo-me de qual teria sido a minha motivação para começar, dei por mim cada vez mais focado em fazer melhor, mais rápido, mais longe...
A corrida surgiu ocasionalmente em 2005, através do convite de amigos em participar numa corrida popular no Porto de 10km. Ah, o convite surgiu uma semana antes da prova, pelo que não fiz qualquer tipo de preparação. Na verdade, nunca teria corrido mais de 2 ou 3 km sem parar... Com bastante sofrimento lá cheguei ao fim com um tempo decente de 52 minutos. Nascia aqui o bichinho da corrida. Lá estava eu novamente a pensar quando seria a oportunidade seguinte para tentar fazer melhor. A corrida foi ganhando dimensão na minha vida pela sua simplicidade e eficácia na manutenção da forma física. Bastava chegar a casa, calçar as sapatilhas e começar a correr, estivesse calor, frio ou chuva, sem grande preparação ou logística associada.
Fui assim definindo sucessivamente novos objectivos desportivos e tornei-me num habitué das corridas da cidade do Porto nos anos seguintes. Até que descobri o Duatlo, prova constituída por um segmento inicial de corrida, seguido de um segmento de ciclismo e terminando com um novo segmento de corrida. Apontei as baterias para o Duatlo de Matosinhos, prova do campeonato nacional individual de duatlo (10km+40km+5km), segui um plano de treino de 12 semanas e, a 17 de Abril de 2010, lá estava eu a cumprir mais um objectivo, terminando a prova em menos de 3 horas... Senti que era a prova mais dura que tinha feito até ao momento e, por sinal, era mesmo dura, pois durante os últimos km de corrida suou-me aos ouvidos -"isto é mais duro do que um triatlo". Ai é? Então quero saber! Devo agradecer a esse atleta anónimo ter proferido essas palavras em momento tão oportuno. Quando acabei a prova, a minha cabeça já estava no triatlo. Não sei bem a que distância de triatlo ele se estava a referir e, naturalmente, deveria ter um nível de natação bem superior ao meu, mas só ouvi a parte que me interessava.
Poucas semanas depois, lá estava eu determinado a preparar-me para o meu primeiro triatlo, mesmo tendo em conta que já não nadava há... não sei bem, mas seguramente bastante antes do início que esta mensagem de hoje relata. O objectivo viria a ser cumprido poucas semanas depois no Triatlo de V.N. Gaia, na distância sprint (750m de natação, 20km de ciclismo e 5km de corrida), prova integrada na Taça de Portugal. Nesse mesmo ano, viria ainda a concluir a minha primeira Maratona (42,195km a correr pelas ruas do Porto e Gaia).
Desde que pratico triatlo, sinto-me muito mais completo fisicamente, tendo o risco de lesões, muitas vezes originadas pela corrida, desaparecido quase por completo. Constitui também uma fonte de motivação para a aplicação de outras práticas de vida saudável, sobretudo com a alimentação.
Define objectivos realistas. Prepara-os cuidadosamente. Segue um plano de treino. Tu vais conseguir alcançá-lo!
Bons treinos para 2012!
"Corre pela vida, ou a vida corre contigo!"
Ao longo deste blog tenciono não só partilhar as minhas aventuras nas competições de triatlo, mas também partilhar informação interessante sobre temas como planos de treino, nutrição, equipamento, preparação para as provas e muito mais...
Nesta primeira mensagem gostaria de aflorar um pouco uma questão que certamente todos os corredores, nadadores, ciclistas ou quaisquer outros atletas amadores de fundo já se colocaram. -"Porque é que eu faço isto?". E, pior, porquê querer fazer três modalidades seguidas? A questão talvez seja demasiado profunda para o dia 1 de Janeiro, mas penso que é intrínseco à natureza humana. Depois de descoberto o prazer de praticar exercício físico (e isso pode doer e demorar algum tempo até se atingir esse patamar), acaba por ser natural procurar sempre mais, tentando superar metas antes consideradas inatingíveis, simplesmente porque o desafio está mesmo ali à espreita. João Garcia, famoso alpinista português e também triatleta, quando questionado sobre a razão pela qual queria escalar o Evereste, fez referência a George Mallory, um grande Senhor do alpinismo, que respondeu à mesma questão tão simplesmente -"Porque ele está lá!".
No meu caso, tudo começou com o objectivo de perder alguns quilos, em meados de 2004. Após alguns passeios numa bicicleta da categoria "supermercado", provei a mim mesmo que essa vontade talvez não fosse passageira e merecia algo melhor. Comprei uma bicicleta de estrada. Rapidamente os treinos tornaram-se quase diários e cada vez mais longos. À mesma velocidade, aqueles quilos a mais ficaram no asfalto e, esquecendo-me de qual teria sido a minha motivação para começar, dei por mim cada vez mais focado em fazer melhor, mais rápido, mais longe...
A corrida surgiu ocasionalmente em 2005, através do convite de amigos em participar numa corrida popular no Porto de 10km. Ah, o convite surgiu uma semana antes da prova, pelo que não fiz qualquer tipo de preparação. Na verdade, nunca teria corrido mais de 2 ou 3 km sem parar... Com bastante sofrimento lá cheguei ao fim com um tempo decente de 52 minutos. Nascia aqui o bichinho da corrida. Lá estava eu novamente a pensar quando seria a oportunidade seguinte para tentar fazer melhor. A corrida foi ganhando dimensão na minha vida pela sua simplicidade e eficácia na manutenção da forma física. Bastava chegar a casa, calçar as sapatilhas e começar a correr, estivesse calor, frio ou chuva, sem grande preparação ou logística associada.
Fui assim definindo sucessivamente novos objectivos desportivos e tornei-me num habitué das corridas da cidade do Porto nos anos seguintes. Até que descobri o Duatlo, prova constituída por um segmento inicial de corrida, seguido de um segmento de ciclismo e terminando com um novo segmento de corrida. Apontei as baterias para o Duatlo de Matosinhos, prova do campeonato nacional individual de duatlo (10km+40km+5km), segui um plano de treino de 12 semanas e, a 17 de Abril de 2010, lá estava eu a cumprir mais um objectivo, terminando a prova em menos de 3 horas... Senti que era a prova mais dura que tinha feito até ao momento e, por sinal, era mesmo dura, pois durante os últimos km de corrida suou-me aos ouvidos -"isto é mais duro do que um triatlo". Ai é? Então quero saber! Devo agradecer a esse atleta anónimo ter proferido essas palavras em momento tão oportuno. Quando acabei a prova, a minha cabeça já estava no triatlo. Não sei bem a que distância de triatlo ele se estava a referir e, naturalmente, deveria ter um nível de natação bem superior ao meu, mas só ouvi a parte que me interessava.
Poucas semanas depois, lá estava eu determinado a preparar-me para o meu primeiro triatlo, mesmo tendo em conta que já não nadava há... não sei bem, mas seguramente bastante antes do início que esta mensagem de hoje relata. O objectivo viria a ser cumprido poucas semanas depois no Triatlo de V.N. Gaia, na distância sprint (750m de natação, 20km de ciclismo e 5km de corrida), prova integrada na Taça de Portugal. Nesse mesmo ano, viria ainda a concluir a minha primeira Maratona (42,195km a correr pelas ruas do Porto e Gaia).
Desde que pratico triatlo, sinto-me muito mais completo fisicamente, tendo o risco de lesões, muitas vezes originadas pela corrida, desaparecido quase por completo. Constitui também uma fonte de motivação para a aplicação de outras práticas de vida saudável, sobretudo com a alimentação.
Define objectivos realistas. Prepara-os cuidadosamente. Segue um plano de treino. Tu vais conseguir alcançá-lo!
Bons treinos para 2012!
"Corre pela vida, ou a vida corre contigo!"
| O meu primeiro triatlo, V.N.Gaia 29/08/2010 |
| A minha primeira Maratona, Porto 07/11/2010 |
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